Clique na imagem para ampliar
domingo, 24 de julho de 2011
URGENTE - ADIADA Mesa Redonda na FUNARTE, 28/07 20h
Clique na imagem para ampliar
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Gravura-cartaz da mostra
Release da exposição
FUNARTE
APRESENTA A EXPOSIÇÃO
CAÇADA - DESLOCAMENTOS GRÁFICOS
DE FERNANDO VILELA
Contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Fernando Vilela ocupa a instituição em São Paulo para fundar a sua cidade dentro da cidade. O artista – reconhecido por ampliar as possibilidades do uso de técnicas contemporâneas e pela facilidade do gesto sobre as superfícies da gravura, do desenho e da ilustração, que já lhe renderam outros prêmios, como três Jabuti – estabelece este jogo metalingüístico ao aproveitar os sinais visuais do entorno do prédio da Funarte para conceber a exposição/ocupação.
Vilela se utiliza dos elementos gráficos de postes de luz, de placas de ruas, de faróis de trânsito, entre outros, e dos arquitetônicos das fachadas dos prédios, calçadas, e simbólicos equipamentos, como o Minhocão, para criar um diálogo entre o espaço de fora e o expositivo. Em sua cidade feita de traços e planos, as imagens de dois caças, um F-14 e um F-18, surgem no desenho como uma alegoria à destruição que assombra o tecido urbano dos grandes centros.
As linguagens da gravura em madeira, do desenho, da fotografia e da escultura constroem a instalação, composta por imensa gravura impressa que cobre todas as quatro paredes da sala Mário Schenberg, de 233 metros quadrados, e por vigas de madeira pintadas, que invadem o ambiente nublando a distinção entre plano e espaço.
“Textura de madeira, desenho a pincel, linhas vetoriais, cores escolhidas na tela do computador e marcas de impressão em máquina plotter se mesclam, não para se tornarem indiferenciadas, mas para criar um jogo de revelações e veladuras quando estamos no limite entre a percepção da imagem e o vislumbre de sua fatura”, escreve Paulo Miyada, coordenador do núcleo de curadoria e pesquisa do Instituto Tomie Ohtake, em seu texto para esta exposição. Além da ocupação, um vídeo de 5 minutos, com imagens estáticas, filmagens e animações será exibido no lado de fora da galeria.
Segundo Miyada, em Caçada, a cidade se apresenta como um personagem em crise, em esfacelamento no embate com um antagonista que assume as formas de caças F-14 e F-18. “A escala dessa instalação também flerta com a escala arquitetônica, mas agora num jogo de relações invertido: ao invés de pele que transforma em objeto o muro que cruza o espaço urbano, um revestimento das paredes internas do espaço expositivo o apresenta como uma paisagem, cujo céu provoca o colapso até mesmo das vigas e elementos estruturais que sustentam o teto da galeria”, completa.
Virtuose do lápis, ou pincel, sobre o papel e do entalhe da madeira, a poética de Vilela está ligada ao seu interesse pela metrópole. Como em Raissa, de Ítalo Calvino (As Cidades Invisíveis), a sua narrativa também vislumbra na cidade triste “um fio invisível que, por um instante, liga um ser vivo ao outro e se desfaz, depois volta a se estender entre pontos em movimento desenhando novas figuras de modo que a cada segundo a cidade infeliz contém uma cidade feliz que nem mesmo sabe que existe.”
Exposição: CAÇADA - DESLOCAMENTOS GRÁFICOS - Fernando Vilela
De 28 de maio a 31 de julho de 2011
Local: Funarte – São Paulo
Alameda Northmann, 1058 – Centro São Paulo
Telefone: 11-3662 5177
www.funarte.gov.br
Site do Artista: www.fernandovilela.com.br
Blog da exposição: http://vilelafernando.blogspot.com/
Informações à imprensa
Pool de Comunicação - Marcy Junqueira
Contatos: Marcy Junqueira e Martim Pelisson
Fone:11.3032-1599
marcy@pooldecomunciacao.com.br/ martim@pooldecomunicacao.com.br
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Planta - Elevação da galeria e esboços
Esboços para a instalação - início de abril 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Caças na rua – março 2011

A sensação sonora ao fechar os olhos na cidade quando um avião se prepara pra aterrissar é de que o motor dos carros se misturam com o som das turbinas. Como se o avião fosse mergulhar numa avenida se emaranhando nos fios de luz dos postes.
É isso que eu quero que aconteça dentro da galeria Mario Schemberg.
Aviões – fevereiro de 2011

Na medida em que fui captando imagens da cidade e sons para o vídeo, o projeto “Deslocamentos Gráficos” da forma como foi desenhado em maio de 2010, cresceu ganhando novos elementos.
A imagem poética das sombras dos aviões sobre a cidade começaram a se materializar em formas gráficas dentro do meu trabalho. (Ver imagens acima)
Trombetas
Em novembro de 2010 fiz uma exposição na galeria Virgílio em São Paulo. Um dos trabalhos expostos foi a instalação “Trombetas” (foto acima) que consistiu em uma intervenção gráfica e escultoria em uma sala da galeria.
Foi um primeiro experimento gráfico e especial que abriu novas possibilidades amadurecendo o projeto “Deslocamentos Gráficos”.
Fotografias com xilogravuras
A imagem fotográfica – 2009

"Com frequência caminho pela cidade com um caderno de desenho no bolso para registrar momentos visuais que me interessam. Fotografar para mim é também um tipo de anotação gráfica. Com a câmera configurada para fazer imagens em preto e branco fotografo na tentativa de encontrar a forma que reverbera dentro de mim. É uma prática que me alimenta". (Fernando Vilela. Estruturas em deslocamento – Dissertação de mestrado, 2009. p.165) clique aqui para download
A gravura e a cidade

“Nas gravuras de grande dimenssões...
... a intenção era trazer o expectador para dentro da imagem”. (Fernando Vilela. Estruturas em deslocamento – Dissertação de mestrado, 2009. p.167) clique aqui para download
Vídeo – fevereiro 2011
O projeto – junho 2010

O projeto inicial desta exposição concebido em maio de 2010 na criação e execução de uma instalação que busca estabelecer um dialogo dos elementos gráficos (fios de luz, postes, semáforos) e arquitetônicos ( fachadas de prédios, o minhocão ) do centro da cidade de São Paulo, entorno urbano do prédio da Funarte.
Como pode-se ver nas fotomontagens acima a intenção do trabalho também era criar uma conversa gráfica com os elementos arquitetônicos da galeria ( a viga de sustentação do teto e a grade de iluminação).













